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O que e um Cristao?




Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.
Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.

Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.
Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.
Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.


Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.

Jesus satisfaz toda a sua Sede!

Ide!



Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.
Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se?
E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.
Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?
E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.
Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros. ( Mateus 19. 23-28)

Vaso Torto

Voce nao esta sozinho!


Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque... João 5:7

Estar sozinho por algum tempo é muito bom! É possível refletir sobre a própria vida e planejar melhor o futuro. Existem muitas coisas boas que só podemos fazer quando estamos sós. No entanto, viver sozinho constantemente traz sofrimentos indescritíveis. Não falo de quem mora sozinho. Já ouvi falar que muitos realmente gostam da privacidade de seus apartamentos apertados. Falo daquela sensação de abandono, quando tantos passam, mas nenhum se importa. Falo da solidão da esposa amargando o desprezo de quem dorme no travesseiro ao lado. Lembro-me da criança, que um dia eu fui, sem nenhum amigo, dentro da sala de aula de um bom colégio.
Podemos imaginar a situação do paralítico de João 5. O texto nos diz que havia uma festa em Jerusalém e Jesus foi até lá e é claro muitos outros foram participar do evento. Existia ali também um tanque chamado Betesda onde “jazia uma multidão de enfermos... esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo , agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse.” O dramático é saber que por trinta e oito anos aquele paralítico permaneceu ali, esperando alguém que o colocasse nas águas.
Naquela ocasião Jesus foi ao encontro do homem e perguntou: Queres ser curado? O enfermo não respondeu. Nem sim, nem não. Talvez tivesse se esquecido da doença. Ele externou apenas a sua solidão dizendo: “Não tenho ninguém...” Jesus se encontrou com o paralítico para realizar um milagre maior que a cura física, ele dissipou as trevas de uma vida solitária. Talvez você aí, diante do computador, esteja precisando deste encontro. Ore a Jesus, chore a dor da sua solidão e com certeza Ele vai curar você também.

(Pr. Clay Peterson)