Mudar e Preciso



“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” Mateus 18:3

Encaixotar tudo, colocar nome nas caixas, desmontar os móveis, encontrar uma empresa de transporte e depois arrumar tudo novamente. Só quem já participou ativamente de uma mudança sabe o quanto isso é trabalhoso.
Algo muito comum na vida cristã é a necessidade de mudar. Mudança de pensamentos, mudança de atitudes, mudança de expectativas e a lista só vai aumentando. Uma das palavras mais conhecidas dos cristãos é a palavra conversão. Em grego a palavra correspondente é metanoia que significa mudança radical de mente e direção.
A conversão é um processo que tem nossa inteira participação, somos nós que devemos reconhecer que algo em nós precisa mudar, somos nós que devemos seguir as instruções de Deus para que essa mudança aconteça, e somos nós que devemos viver uma vida de constante mudança.
Mudar não é fácil e gera muitos desconfortos, mas é na mudança que descobrimos quanta “tralha” foi guardada, vemos também coisas que estavam aparentemente em ordem, mas que quando examinamos a fundo não encontramos solidez, assim como um móvel que está escorado por alguma coisa.
Mas não se desanime, também é durante a mudança que encontramos vários tesouros que estavam perdidos, coisas que nem imaginávamos mais, que renovam nossos ânimos e nos fazem refletir sobre coisa importantes do passado que acabamos deixando de lado.
Conversão é um processo contínuo e ininterrupto em nossas vidas, sempre haverá algo para mudar em nós, disponha-se a mudar e colha os frutos disso, porque quando a mudança (em alguma área) está concluída você percebe que valeu a pena todo o esforço.

Jean Haberman

Missoes! voce compartilha?

não fique parado como se nada estivesse acontecendo.

Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. 1 Coríntios 1:17

Deus quer usar pessoas comuns


Vivemos num mundo em que o real valor da vida está em buscar se transformar em alguma coisa, possuir algum status, ter uma graduação, ou exercer algum dom extraordinário para que finalmente Deus possa nos usar, é assim que a cada dia mais este mundo tem nos levado a viver e a buscar.
Não desprezo a importância de se ter alvos, buscar estudar, se graduar, exercer dons, sejam eles quais forem, o que eu quero dizer é que Deus não está preocupado com isso, o que Ele busca são pessoas comuns, para que Ele possa usar, para cumprir um propósito. Quando voltamos os nossos olhos para a vida de Gideão, o encontramos tendo uma vida bem comum, tão comum que quando Deus o chama para fazer algo especial ele não acredita que o próprio Rei do universo usaria uma pessoa tão simples e comum.
Em Juízes 6:11-16 encontramos esta história e vemos aquilo que Deus busca numa pessoa para que Ele possa usá-la. O povo de Israel estava precisando de um general, de um militar, um estrategista que o libertasse, mas o Senhor da história busca pessoas, cujo coração se mantém puro e simples. Gideão se via como uma pessoa medrosa, incapaz, cheia de complexo de inferioridade, mas quando o Senhor olha para ele, o Senhor o chama de poderoso guerreiro, Ele ainda diz: “É na força que você tem que haverá uma grande vitória e derrotarás a todos como se fossem um só homem, isto vai acontecer porque Eu tenho visto o seu coração e estarei com você”, e o Senhor continua dizendo: “Eu tenho visto que em meio aos problemas você não para de trabalhar”.
Quando Deus chamou Gideão, ele estava improvisando para garantir alimento para sua família, nós o encontrando malhando trigo no lugar de prensar uvas. O lagar não era um lugar próprio para debulhar o trigo, mas era o que ele tinha naquele momento. Não esqueça, Deus não vai usar pessoas desocupadas, pessoas que diante dos problemas ficam dando desculpas, murmuram, abandonam o trabalho, a esses o Senhor não pode confiar a sua obra.
Não é a quantidade de conhecimento que você acumulou neste mundo que te valida para ser usado por Deus. Embora Ele possa usar todas as coisas, o que te coloca neste lugar onde Deus pode contar com você é possuir um coração conhecido por Ele – “Deus não vê como o homem vê, Deus vê o coração...”, um coração puro e simples.

Morrer para viver


Tantas vezes estamos tão firmes em nossa autossuficiência, que acabamos não percebendo que somos levados a viver uma mentira disfarçada de verdade. Homens e mulheres que se cobram cruelmente para serem conhecidos e aceitos pela sociedade, tendem a demonstrar uma vida que ao final das contas não condiz com a sua realidade. (Pv 14:5).

Nossos “achismos” nos afastam de quem realmente somos em Deus, fazendo com que nos sintamos responsáveis por saber e ser tudo o que as pessoas querem que sejamos. Nos iludimos se pensamos que vamos salvar o mundo com nossa medíocre autossuficiência , devemos antes nos apoiar na graça e entender que dependemos dela.
Quando aceitamos a Cristo morremos para o mundo e passamos a viver para Deus, porém temos que entender que essa morte deve ser diária. As vezes temos que morrer pra essa forma de vida que vamos levando, vivendo completamente descompromissados com a cruz de Cristo. Tem que haver a morte do eu, para que assim possamos viver intensamente o querer do Pai.

Morrer pode ser para muitos um sacrifício enorme, o que na verdade é, mas nos acostumamos a viver sem sacrifícios. Quantos filhos de Deus como nós estão neste exato momento sendo perseguidos, aprisionados e até mesmo mortos (sentido literal da palavra) por um amor desesperado que têm por Jesus, pois Ele é motivo maior de suas vidas.

Devemos nos lembrar de orar pela igreja perseguida!Que legado pretendemos deixar para as próximas gerações? Tesouros sobre a terra onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam? (Mateus 6:19). Ou a semente da vida eterna, plantada, regada, cuidada, para no devido tempo apresentar não somente o seu fruto, mas uma árvore frondosa que produzirá frutos repetidas vezes, com novas sementes, perpetuando assim uma espécie que faz diferença? Escolha viver de modo que sua ausência possa ser notada em cada ambiente que você convive, para que por seu intermédio seja sentida a fragrância do bom perfume de Cristo, aroma de vida para vida! (2 Co 2:14-16)
Roberta Izabel

"Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)"
Efésios 2:5

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O que e um Cristao?




Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.
Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.

Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.
Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.
Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.


Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.